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RETROSPECTIVA DO V FREPOP - II INTERNACIONAL
 
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        O V Fórum Regional de Educação Popular do Oeste Paulista – II Internacional (V FREPOP) reuniu entre os dias 25 e 28 de julho de 2007, no recinto do Instituto Americano de Lins (IAL), cerca de 400 pessoas, em sua maioria: profissionais e militantes da Educação Popular, originários das diversas experiências que ocorrem tanto no Oeste do Estado de São Paulo como em outras regiões do Estado, do País e, pela segunda vez, também do Exterior. “Educação Popular, Direito à Informação, à Produção de Conhecimento e a Todas as Formas de Expressão – Um Outro Mundo é Possível” foi seu tema central. O evento homenageou na sua Sessão de Abertura, duas personalidades: a Profa. Luzia de Lima, militante popular e fundadora da ONG FREPOP, falecida em 28 de abril de 2007; e o renomado educador Prof. Paulo Reglus Neves Freire, pelos dez anos de seu passamento. Em nome da família do educador e proferindo a conferência inicial, falou o Prof. Itamar Mendes da Silva, da PUC-Campinas sobre o tema: “Paulo Freire, sua Coerência Ética e seu Compromisso com a Libertação dos Oprimidos”.

        Os participantes, majoritariamente de Lins, procederam também de outras 33 cidades do Estado de São Paulo:

Araraquara, Assis, Bariri, Bauru, Botucatu, Campinas, Cândido Mota, Castilho, Cosmópolis, Franca, Guaiçara, Guaimbê, Guarujá, Itatiba, Jaú, Marília, Mogi das Cruzes, Osasco, Ourinhos, Piracicaba, Pirajuí, Poços de Caldas, Presidente Alves, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Promissão, Santo André, São Bernardo do Campo, São Carlos; São Paulo, Sarapuí, Serrana e Tupã.

        e, ainda, de outras 11 cidades de fora, tais como: Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais; Cuiabá e Barra do Bugres, no Estado do Mato Grosso; Curitiba e Londrina, no Estado do Paraná; Eldorado do Sul, Estado do Rio Grande do Sul; Florianópolis, Estado de Santa Catarina; Ilhéus, na Bahia; Maracaju, Estado do Mato Grosso do Sul; Rio de Janeiro; e Vitória, Estado do Espírito Santo.

         Quanto às organizações representadas no evento, foram 61 entre movimentos, entidades e universidades públicas e privadas. É necessário destacá-las:


Actions Utiles pour l’Enfance et la Jeunesse – Dacar - Senegal; Agente Pastoral dos Negros – São Paulo (SP); Associação Brasileira de Redução de Danos (ABORDA) – São Paulo; Associação dos Funcionários do Banco do Estado de São Paulo (AFUBESP) – São Paulo; Associação dos Mutuários de Marília e Região | Instituto de Desenvolvimento Territorial (IDEST) – Marília; Associação para Prevenção e Tratamento às DST/AIDS (APTA) – São Paulo; CAIS “Clemente Ferreira” | FATEC – “Paula Souza” – Lins; Câmara Municipal – Lins; Câmara Municipal – Piracicaba; Católicas pelo Direito de Decidir – São Paulo; Centro de Distribuição da Revista “OCAS” - São Paulo; Centro de Referência “Eduardo Bicalho Magalhães” (CREBIM) – Lins; Centro Studi Americanistici Circolo Amerindiano – Perugia - Itália; Centro Universitário Salesiano (UNISALESIANO) – Lins; Confederación de Nacionalidades Indígenas del Ecuador (CONAIE) – Quito – Equador; Conselho de Consulta do Consulado Geral do Peru no Brasil – Rio de Janeiro; Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – Lins; Diocese de Lins; Diretório Municipal do PT – Lins; Divisão Regional de Saúde - VI Bauru (SP); Faculdade da Alta Paulista (FADAP) – Tupã; Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP); Fundação Paulista de Tecnologia e Educação (FPTE) – Centro Universitário de Lins – Lins; Grupo de Teatro do Oprimido (GTO) Organização Civil de Ação Social (OCAS) - São Paulo; Grupo de Teatro do Oprimido (GTO) “Revolução Teatral”, de Santo André; Grupo Teatral “Filhos da Mãe ... Terra” - MST – Assentamento “Carlos Lamarca” – Sarapuí; Igreja Anglicana do Brasil – Serrana; INCRA/SP - Governo Federal – São Paulo; Incubadora Pública de Empreendimentos Solidários de Osasco – Osasco; Instituto de Desenvolvimento Territorial (IDESTE) – Assis; Instituto de Tecnologia Social (ITS) - São Paulo; Instituto Paulo Freire – São Paulo; Instituto São Paulo de Estudos Superiores - São Paulo; Instituto Tear Brasil - Piracicaba (SP); Interfaith Worker Justice – Chicago - Estados Unidos; Ministério de Educação de Cuba – La Havana (Cuba); Misión Iglesia Pentecostal – São Paulo; Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) - Acampamento “Zumbi dos Palmares” – Presidente Epitácio (SP); Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) | Assentamento Belo Monte – Eldorado do Sul (RS); ONG “Nação Hip-Hop Brasil” – Marília; ONG FREPOP – Lins; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – Bauru; Pastoral Escolar da Igreja Metodista – Belo Horizonte; Pontifícia Universidade Católica (PUC) - Campinas; Pontifícia Universidade Católica (PUC) - São Paulo; Prefeitura Municipal – Lins; Projeto Barracão – São Paulo; Sindicato dos Empregados Rurais – Cosmópolis; Universidad Nacional de Rosário – Rosário - Argentina; Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) – Guarujá; Universidade de São Francisco – Itatiba; Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) – Maracaju; Universidade Estadual do Mato Grosso (UNEMAT) – Barra do Bugres; Universidade Estadual Paulista (UNESP): Campus de Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Marília, Presidente Prudente, e São Paulo; Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) – Cuiabá (MT); Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – Três Lagoas; Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) – São Carlos; Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - Vitória; Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP); Università degli Studi di Perugia – Itália; e University of Glasgow – Glasgow - Escócia – Reino Unido.


         Os três novos convidados internacionais trazidos para o V FREPOP foram: a administradora de projetos, Mayumi Fukurozaki Swanson, da ONG Interfaith Worker Justice, de Chicago (Estados Unidos); o educador social, Moussa Diop, da ONG Actions Utiles pour l'Enfance et la Jeunesse (AUPEJ), Tivaouane/Dacar (Senegal); a professora, Olga Franco Garcia, do Ministério da la Educación – La Habana Cuba.

          Os demais convidados: Paride Bollettin; Pedro David Montes Mireles; Rodolfo Raúl Hachén; Vicente Pujúpat Zaceca; e William Kane, já haviam participado do evento de 2006.

Depoimento dos participantes

        Das quase cinco centenas de participantes consultados, 19 responderam o questionário da Avaliação Final do evento, proposta pela Organização. As três últimas questões diziam respeito aos aspectos positivos vividos no fórum e a última, especificamente, solicitava sugestões de toda ordem para subsidiar a preparação dos futuros encontros. Suas importantes opiniões, expressas abaixo, podem dar aos leitores uma idéia, exatamente a partir de um enfoque exterior e, portanto, mais isento, da dimensão e do significado que o V FREPOP adquiriu para seus participantes. São reportados aqui os depoimentos conforme foram enviados eletronicamente à Organização do evento.

        Pergunta: Das experiências que você viveu no fórum, o que foi mais significativo para você? As respostas que se seguiram foram estas:

        - A troca de experiências, de vivências.

        - As trocas no geral, os contatos, a diversidade, é um evento que não pode morrer! É intenso, instigante, nos leva ao diálogo permanente, e se faz de modo humano, não é somente acadêmico e nem somente o discurso da militância pela militância, traz alternativas, dialoga face à diversidade e adversidades.

        - Sim. Foi uma experiência rica, gratificante, pois se aprende em diversos os aspectos.

        - Praticamente, tudo foi significativo para mim. Todavia, julgo que foi de fundamental importância conhecer pessoas de outras regiões e paises, isso amplia nossa visão sobre o mundo e seus problemas.

        - A coordenação foi muito atenciosa. Sentiu-se também que todos os convidados estavam de “coração aberto” no evento. O FREPOP não ficou só no academicismo e nem no discurso do senso comum. Isso é muito significativo, pois mostra que os envolvidos buscaram a união entre a teoria e a prática.

        - Sem dúvida alguma, o que mais me impressionou foi o compartilhamento, entre participantes e organizadores, do desejo de se construir um mundo melhor. No entanto, como bem nos disse o querido Freire, esse desejo não foi percebido de modo algum despretensioso e/ou descomprometido. Mas, um desejo vestido de muita vontade de luta e de consciência dos riscos e dificuldades inerentes a todo processo de transformação social.

        - Eu aprendi enormemente de cada um e de cada uma. O PREPOP foi um momento de grande aprendizagem mútua, de união e de formação de rede de pessoas com projetos e experiências de Educação Popular.

        - A unidade dos propósitos; a vontade coletiva de que tudo desse muito certo; o nível dos trabalhos e engajamento das pessoas; a disponibilidade de todos e todas; a oportunidade de encontrar tanta coisa pra aprender num lugar só; a afetividade e acolhida da equipe. Não vou esquecer isso nunca!!!! Não pude escrever uma coisa só!!!

        - Tudo foi significativo, As oficinas foram ótimas, bem como as mesas temáticas. As apresentações dos grupos de teatro foram um arraso, somos tão carentes deste tipo de atividade em Lins, e é tão importante, inclusive usamos muito a dramatização como ferramenta de trabalho.

        - O que mais me significou foi a troca de experiências, conhecer pessoas que tem o mesmo pensamento que tenho e saber que não estou sozinha na luta pela igualdade e direitos que tantos necessitam, procuram e em muitos casos não encontram. O sonho de uma vida melhor com mais dignidade e anseio na construção de um futuro melhor.

        - Aspectos Positivos do evento: coordenações, bons anfitriões, alimentação, mesas temáticas, oficinas, comunicação, respeito por todos e teatros.

        - A oportunidade de conhecer novas pessoas e adquirir conhecimentos em outras áreas de trabalho. O fato de ter participado pela primeira vez apresentando uma comunicação também foi relevante.

        - O contato com diversas experiências.

        - Gostaria de dizer que o Frepop foi ótimo! Eu tive a oportunidade de conhecer mais sobre educação e entrar em contato com outras pessoas que também estão envolvidas com esse tema.

        - Poder entrar em contato com tantas opiniões divergentes sobre o mesmo tema.

        - Mesas de debates.

        - Aprendi muito em duas temáticas: - educação popular e as cátedras do oprimido; e - educação popular e hip-hop.

        - Sinceramente, como já pude dizer aos participantes da mesa a qual coordenei,  antes deste, eu não acreditava nos resultados que o FREPOP poderia dar. Principalmente pela razão de não se produzir nenhum documento a partir das conclusões das discussões travadas no evento. Eu achava que deveriam ser
produzidos estes documentos, para que, no ano seguinte, pudessem ser avaliados os avanços conseguidos. Mas este ano, quando pude ter o privilégio de coordenar uma mesa de debates, principalmente com o tema que abordamos reconheci o verdadeiro objetivo do FREPOP. Objetivo este, que já havia sido exposto a mim nos anos anteriores, mas, por não acreditar, não quis entendê-lo. Objetivo que não é outro, senão o crescimento do indivíduo. Do indivíduo que pôde participar de tudo isso. Do indivíduo que voltará para sua comunidade e modificará a realidade daqueles que lá habitam. As experiências narradas naqueles dias, nos mostraram mais uma vez, que muita gente precisa de nós todos, e que muita gente tem muito a nos ensinar. (...) Nós nos transformamos a cada dia, e estes dias de FREPOP contribuíram muito para que eu corrija meu rumo, em direção à minha missão
.

        Pergunta: quais os aspectos positivos do evento? As respostas foram estas:

        - São muitos, taxa de inscrição, acesso livre as mesas e oficinas, o respeito a diversidade, a tranqüilidade com o trato com as pessoas e situações, local do evento, etc..

        - Fica difícil eu mencionar aspectos positivos, costumo ser linha dura em avaliações, entretanto este evento é algo que já me vejo programando para participar, e o modo que ele é programado é bastante operacional.

        - São muitos os aspectos positivos: o compromisso da luta por uma melhor educação, a troca de conhecimentos, oportunidades da referida troca; novas experiências, estabelecimento de vínculos profissionais e inter-pessoais, apresentações culturais (presenciei muitas pessoas emocionadas com a apresentação do Projeto Renascer), entre outros pontos positivos.

        - A coordenação foi muito atenciosa. Sentiu-se também que todos os convidados estavam de “coração aberto” no evento. O FREPOP não ficou só no academicismo e nem no discurso do senso comum. Isso é muito significativo, pois mostra que os envolvidos buscaram a união entre a teoria e a prática.

        - Considero que a forma aberta, transparente e próxima como o evento se deu o marcam positivamente. Dito de outro modo, a amabilidade das pessoas, a disponibilidade que demonstraram para resolver problemas e imprevistos transpareceu a idéia de que aquele evento foi feito com amor, com esperança, com desejo de transformação. A inclusão, a inter-culturalidade, a troca de experiências com pessoas de diferentes regiões e atuações também o marcam positivamente. Em termos estruturais, gostei bastante da organização geral do evento: com atividades bem diversificadas (palestras, oficinas, mesas temáticas). Entendo que isso é uma característica positiva que deve nortear os futuros fóruns.

        - O voluntariado (possibilitando que as coisas aconteçam porque existe engajamento); o custo mais acessível aos participantes (pois custo alto é um dos fatores que impedem educadores de participar); o respeito com que todos e todas somos tratados, independente de nossa formação ou origem.

        - Apresentar meus projetos e resultados, conhecer novas alternativas educativas, interagir com parceiros sensíveis e idealistas. Reencontrei amigos, indiquei profissionais e conheci novos companheiros disponíveis, empenhados na luta por um mundo digno e justo. Suas necessidades e potencialidades sendo desenvolvidas e aproveitadas em todas as áreas, incluindo espiritual, todos tiveram seus espaços respeitados. É difícil recompensar ou agradecer a organização da forma que merece diante do aumento de participantes em relação ao Fórum anterior, acrescentando responsabilidades e providências. Uma experiência ímpar que contou com o apoio de grandiosos parceiros no ensinar e no aprender. Emocionei-me com os imprevistos e previstos desenvolvidos. Conheci a solidariedade de quem me acompanhou, fortalecendo meus objetivos, pesquisando maneiras de enriquecê-los. (...) Enfim, o evento foi uma grande escola voluntária de como ser menos egoísta, mais humilde, menos exclusivista, mais atuante e solidário para construir um novo mundo pelos caminhos da educação.

        - Integração entre vários setores da sociedade: universidades, entidades religiosas, ONG’s, representantes de movimentos sociais e moradores da cidade, entre outros.

        - Possibilidade de discussão, diversidade de temas.

        - Participei apenas no último dia, mas a satisfação foi muito grande e pude acompanhar o teatro do MST que foi realmente emocionante. O almoço estava delicioso e foi uma surpresa mais que agradável.

        - O evento, de modo geral foi positivo em vários aspectos e as mesas temáticas e oficinas bem diversificadas e interessantes. - Organização dez! Vocês realizaram um Evento grandioso.

        - Contato com outros povos, solidariedade, realizações de eventos artísticos e liberdade de expressão.

        - Diversidade.

        - Todos os participantes possuírem o mesmo objetivo social e produzir conhecimentos direcionados a este.

        Pergunta: Quais as sugestões que daria para o próximo evento (tema, organização, nomes de pessoas para debater, etc.). As respostas foram as que seguem:

        - Envolver a SENAES (Secretaria de Economia Solidária).

        - Em princípio não citaria nomes, tenho diversos em mente, mas prometo que enviarei alguns, e proposta temática. Entretanto, destaco que caberia junto à discussão sobre diversidade e populações indígenas uma reflexão sobre autonomia / empoderamento dessas populações.

        - Gostaria de ressaltar que, muitos participantes não conseguiram acompanhar a tradução dos debatedores (participantes internacionais), pois muitas vezes, quando o tradutor questionava se estavam entendendo, conseguindo acompanhar, muitos se oprimiram ao responder, e apenas concordavam. Penso que seria interessante o tradutor traduzir a todo o momento, a fala do participante ou debatedor internacional.

        - Acho que ainda é cedo para dar sugestões como temas, por exemplo. Mas no que toca a organização, percebi que, apesar da virtude e do grande esforço, a coordenação “precisou de mais braços”. Uma sugestão é a de se procurar alunos graduandos da universidade local para que estes ajudem a coordenação, não sobrecarregando a mesma.

        - Entendo que priorizar relatos de experiências de pessoas ligadas à Educação Popular e também a grandes universidades é algo muito positivo. Nesse sentido, certamente a educadora Gelsa Knijnik, do Rio Grande do Sul, traria grandes contribuições no âmbito do ensino da matemática/etnomatemática junto às comunidades do movimento MST de seu estado. Também, as contribuições do educador Cláudio Lopes de Jesus, de campinas, junto aos povos indígenas do Xingu, são de grande valia.

        - Bem, para o momento ainda não me sinto em condições de sugerir. Ainda estou digerindo tudo o que pude receber de presente e não teria condições de pensar em algo tão prontamente. Mas, posso fazê-lo mais tarde!!! Entretanto, quero responder à avaliação, pois sei o quanto é importante para os avanços que a equipe deseja empreender!!!! Por hora, minha admiração, gratidão e respeito por todos e todas que se envolveram para a realização do evento e meu abraço fraterno desejando VIDA LONGA ao FREPOP!!!!!

        - Tema educação em saúde.

        - Sobre o tema algo em torno da visão social da educação para construção de uma sociedade ética. Um assunto para mesa temática- Paternidade  Responsável uma realidade, Projetos Sociais transformam a realidade. Sexualidade um realidade social nas escolas.

        - Acredito que devamos ampliar a divulgação do evento para as universidades e movimentos populares, também cooptar mais propostas artísticas que se aproximem dos objetivos do evento. Também acho necessário que haja formas mais eficientes de informação sobre datas e horários dos eventos que compõem o fórum, talvez através de prazos mais adequados para as inscrições de trabalhos, oficinas, porque como esse ficou muito próximo do evento, acredito que ocasionou problemas de organização.

        - Mesas temáticas que envolvem o mesmo assunto que as oficinas poderiam ser em horários diferentes para que os participantes que realmente se interessam possam assistir as duas apresentações. (Houve coincidência de horários com mesas, oficinas e comunicações e os participantes ficaram “perdidos” sobre o que assistir.) - Pelo menos mais um dia para a realização do evento. Três dias inteiros e noite ficam exaustivos e acredito que as noites poderiam ser mais bem aproveitadas em Encontros de Confraternização como o da Abertura, no CPP. O ambiente informal pode facilitar a troca de informações, o estímulo à participação e os contatos.

        - Inserir o debate dos sistemas de ensino que oferecem a EJA; Estabelecimento de uma Comunidade Virtual para educadores populares; Campanha de defesa dos direitos à educação; Relato de experiências; Dentro do Fórum, estimular a criação de seminários temáticos ou por áreas; Contato com Fóruns da EJA Brasil.

        - Não tenho sugestões no momento, foi indiscutivelmente maravilhoso.

        - Terceiro setor, solidariedade, inclusão. Que o horário de apresentação de trabalhos não seja concomitante a outras atividades, mesmo que ocorram várias apresentações ao mesmo tempo.

 

O fórum como espaço de encontros múltiplos
com vistas à transformação

        Pode-se concluir, assim, que o V FREPOP – II Internacional consolidou o fórum, nascido num contexto localizado e de abrangência bastante limitada, como um espaço de encontro onde acontecem e preponderam relações de nível horizontal, livres, pluralistas, democráticas e onde predomina a troca de informações, com a apresentação e a discussão de idéias, nas mais diferentes formas: painéis, mesas-temáticas, trabalhos monográficos, cursos, oficinas, apresentações teatrais e comunicações acadêmicas que expressarão a riqueza das experiências de construção do conhecimento desenvolvidas no interior dos movimentos, comunidades e organizações sociais em sua luta pela melhoria das condições de vida para um determinado segmento ou para todos, interagindo com o processo também igualmente rico de discussão, de pesquisa e de extensão que ocorre no interior das universidades e escolas.

        O fórum constituiu-se, ao longo desses cinco últimos anos, num lugar de diálogo amplo e aberto. Esse laboratório de experiências no âmbito da Educação Popular pretende, na vontade de seus organizadores, continuar sua marcha em prol da construção “de um outro Mundo possível”.

 


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